30 de jun. de 2013

AGO e Nova Gestão da CEDRO - 2013/2015

Caras/os Companheiras/os da CEDRO

Conforme previsto e amplamente divulgado, realizou-se nos dias 21 e 22 de março a Assembleia Geral Ordinária - AGO - da CEDRO, na qual, como de praxe, foram apresentados e debatidos assuntos de interesse do conjunto dos Sócio-cooperados/as.
Entre as questões encaminhadas na Assembleia, esteve a eleição das novas equipes encarregadas da Gestão da CEDRO, integradas pela Diretoria Executiva (período 2013-2015), Conselho Fiscal e Comissão de Ética e Disciplina (período 2013-2014, quando deverá ser renovada). Resultante de um exercício profícuo de construção participativa de uma proposta de trabalho para os próximos dois e um anos, respectivamente, as equipes ficaram assim constituídas:

Diretoria Executiva
Diretora Presidente - Vera Lucia Lunardi
Diretora Administrativa - Maria Amélia Caputo
Diretor Financeiro - Leonardo Cavalcanti Rosas

Conselho Fiscal
Nelson da Silva Rodrigues - Titular
Lia Carla Carneiro Caldas - Titular
Daniel Flores Camargo Rodrigues - Titular
Ronivon Lopes Alves - Suplente
Renato Seabra Soares de Souza - Suplente
Ana Cláudia Rocha de Castro - Suplente

Comissão de Ética e Disciplina
Eduardo Álvares da Silva Barcelos
Antônio Ednaldo Souza Oliveira
Raniele da Silva Oliveira

Na AGO também foram indicados e referendados nomes de Sócio-cooperados que farão a representação institucional da CEDRO junto às instituições e instâncias, conforme segue:

CEDRUS – Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável - Luiz Gonzaga Junior Santos Silva, titular e
Maria Amélia Caputo, suplente
CREA-RJ – Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado do Rio de Janeiro - Alexandre Magno Lopes Gollo – Responsável Técnico (RT) Agrônomo e Eduardo Álvares da Silva Barcelos – RT Ambiental
AARJ – Articulação de Agroecologia do Rio de Janeiro – Vera Lucia Lunardi
UNICAFES/RJ – União das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária no Rio de Janeiro - será definido na próxima Assembleia da UNICAFES/RJ
GERA – Grupo Executivo da Reforma Agrária - Rafael do Valle Paiva, titular e
Alexandre Magno Lopes Gollo, suplente
CONSEA/RJ – Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional do Rio de Janeiro - Alexandre Magno Lopes Gollo e
Daniel Flores Camargo Rodrigues
GAPAA/CONAB – Grupo de Acompanhamento do Programa de Aquisição de Alimentos / Companhia Nacional de Abastecimento - Denise dos Santos Pereira

Foram ainda ratificados os dois Grupos de Trabalho (GTs) que já estavam em funcionamento na CEDRO e criados três novos GTs; os cinco GTs atuarão em apoio à Diretoria da Cooperativa e sua composição inicial é a que segue:

GT Retiradas Cooperativistas
Nelson da Silva Rodrigues
Leonardo Cavalcanti Rosas
Rafael do Valle Paiva
Albert Kennedy Pereira Soares

GT Formação e Educação
Alexandre Magno Lopes Gollo
Vera Lucia Lunardi
Eduardo Álvares Silva Barcelos
Nelson da Silva Rodrigues
Claudemar Mattos
Lia Carla Carneiro Caldas

GT Comunicação
Leonardo Cavalcanti Rosas
Vera Lucia Lunardi
Douglas Américo da Silva

GT Revisão do Estatuto
Rafael do Valle Paiva
Maria Amélia Caputo
Duvanil Ney Santana Aleixo

GT Projetos
Duvanil Ney Santana Aleixo
Antônio Ednaldo Souza Oliveira
Albert Kennedy Pereira Soares
Eduardo Álvares Silva Barcelos
Fernanda Lourenço Belmoki
Daniel Flores Camargo Rodrigues

Outrossim, informamos que assim que empossada, a nova Diretoria Executiva já iniciou suas atividades, contando com a pronta disponibilidade e a colaboração dos antigos Diretores - fundamentais para que se acelerasse durante a última semana o cumprimento do ciclo de transição entre as duas gestões. Oportunamente e na medida do possível, a nova Diretoria, informará as ações e medidas que estão sendo implementadas.

Por fim, bastante motivados e com vontade firme de atuar pela consolidação do trabalho produzido pelas gestões anteriores ao longo da história de quase 14 anos de existência de nossa CEDRO, encaminhamos nossas saudações cooperativistas a todas/os os Sócio-cooperadas/os.

Atenciosamente,

Vera Lucia Lunardi
Maria Amélia Caputo
Leonardo Cavalcanti Rosas
Diretoria Executiva CEDRO

Gestão 2013-2015

9 de out. de 2012

Curso: Manejo de Pastagem no P.A. Bem Dizia

 
Seguindo uma proposta de melhor compreensão da assessoria técnica, social e ambiental no P.A. Bem Dizia em Macaé, onde há predominância da atividade pecuária, realizaremos o curso: Manejo de Pastagem.

O Curso terá a colaboração do Zootecnista Albert Kennedy.

Nop Casimiro de Abreu

Curso de Tratamento e Uso do Bambu

A Cooperativa CEDRO realizou no dia 26 de setembro de 2012 o 1º módulo do curso de tratamento e uso do bambu, que aconteceu na Sede da Associação do P.A Cambucaes em Silva Jardim - RJ.

Na ocasião estiveram presentes 11 participantes, agricultores do Assentamento Cambucaes, localizado em Silva Jardim - RJ, do Assentamento Visconde, no município de Casimiro de Abreu - RJ, técnicos do Núcleo Operacional Casimiro e o técnico Daniel Flores que compõe o Núcleo Operacional Litorânea, o qual foi convidado para ministrar o curso.
 
Técnicos da CEDRO ministrando o curso
 


Os técnicos da Cooperativa CEDRO, durante visitas técnicas, observaram uma demanda por parte dos produtores a estarem melhor explorando  o bambu, enquanto recurso abundante no assentamento. A utilização do bambu foi pensada no sentido de garantir aos agricultores seu aproveitamento desde a utilizção em pequenas construções, até à fabricação de peças artesanais.  
Ao longo desta atividade foram abordados os seguintes assuntos:
·         Durabilidade do bambu;
·         Agentes degradadores;  
·         Aplicação do método de tratamento com calor para eliminação do amido, e apresentação de outros métodos;
·         Estimativa de custo do tratamento;
·         Materiais e ferramentas necessários para o tratamento.
Como forma de dar continuidade a esta atividade, será realizado um 2º módulo do curso, abordando a utilização do bambu tratado em artesanatos, construções e objetos diversos. Esta etapa contará com a participação do  artesão Tiago Victer, de Aldeia Velha, no dia 24 de outubro de 2012.
Núcleo Operacional Casimiro

Minicurso: Produção de Ovos e Frangos na Agricultura Familiar

A avicultura na agricultura familiar constitui uma atividade bastante presente nas unidades produtivas dos assentamentos  assistidos pelos técnicos do Núcleo Operacional Casimiro de Abreu, da Cooperativa CEDRO, que a partir da verificação da necessidade de melhor manejo da atividade promoveram o dia de campo.

 
O mini-curso  aconteceu no dia 28 de agosto de 2012, em parceria com a Secretaria de Agricultura do município de Casimiro de Abreu, com a proposta de desenvolver uma atividade de capacitação dos agricultores para a produção de ovos e frangos em sistema de semiconfinamento. O curso foi organizado e ministrado com o apoio do zootecnista Albert Kennedy, do Núcleo Operacional Conceição de Macabu.
Essa atividade teve o objetivo de atender a uma demanda dos assentados do P. A. Visconde, localizado no município de Casimiro de Abreu, e para isso contou com o apoio do agricultor Benedicto Lessa, do P. A. Cambucaes, no município de Silva Jardim, que desenvolve já há algum tempo a atividade em seu lote. Dessa forma, aproveitou-se a experiência do Sr. Benedicto, estabelecendo ainda um intercâmbio entre os assentamentos.
Em um primeiro momento foi realizada uma exposição teórica sobre avicultura, onde foram abordados assuntos como os tipos de instalações, manejos, raças, nutrição de aves, principais doenças e sobre a qualidade da carne e ovos. Em seguida o técnico Albet e o Sr. Benedicto acompanharam os participantes até seu aviário, como parte prática do minicurso, para mostrar como vem conduzindo seu sistema produtivo, apresentar os tipos de materiais utilizados nas instalações, as raças com as quais vem trabalhando, além de trocar outras informações e impressões com os visitantes.
O minicurso foi importante no sentido de apresentar aos agricultores como a atividade em avicultura pode ser melhor explorada em suas propriedades, promovendo melhorias e/ou adequações em seus criatórios, como forma de obterem maior diversificação de produção nos lotes, maior qualidade na alimentação, além de ser uma atividade que contribuirá para o incremento da renda familiar.    
NOp Casimiro de Abreu



28 de set. de 2012

Comercialização, Reforma Agrária e Agricultura Familiar - COMPLETO



Alexandre Gollo-CEDRO/RJ fala sobre comercialização, reforma agrária e agricultura familiar para Oficina de Comercialização promovida pela CAPINA-RJ e Instituto Kairós-SP em Brasília - agosto/2012.

18 de set. de 2012

Feira da Agricultura Familiar do Noroeste Fluminense



 

Como representante da Cedro, estive presente a reunião da Emater-São José de Ubá. Lá foram discutidos alguns pontos para a realização de uma Feira da Agricultura Familiar do Noroeste Fluminense. A feira será realizada no dia 20 de outubro no mercado do produtor em São José de Ubá. 
Durante a reunião, foi solicitado apoio/parceria para a divulgação e realização do evento. A Cedro contribuirá na divulgação do evento junto aos agricultores que já atendemos em São José de Ubá pelo Projeto ATER/Noroeste.
 
Em anexo segue o convite para o próximo encontro.


Att,

Leonardo Muniz

ATER/Noroeste
Santo Antonio de Pádua

15 de ago. de 2012

CARTA POLÍTICA DO II ENCONTRO METROPOLITANO DE AGROECOLOGIA

Magé, 2 de Setembro de 2012.
Entre os dias 31 de agosto e 2 de setembro de 2012, cerca de 300 pessoas da região metropolitana do Rio de Janeiro e de outros municípios, reuniram-se em Magé, para discutir o fortalecimento e a construção de territórios agroecológicos nesta região. Somos agricultoras e agricultores familiares, rurais e urbanos, criadores, pescadores, militantes da reforma agrária e de pastorais, assentados e acampados, estudantes, educadores, consumidores e assessores, que lutamos por uma agricultura saudável e contra as injustiças sociais e ambientais.

Denunciamos a violência social e ambiental do atual modelo de desenvolvimento capitalista hegemônico, de especulação imobiliária e instalação de grandes indústrias poluentes. Este modelo antidemocrático só serve aos interesses do grande capital, desrespeitando os direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, e pressionando os agricultores e pescadores de forma dramática. A instalação da siderúrgica TKCSA na baía de Sepetiba, a construção do arco rodoviário metropolitano, o aterro sanitário de Seropédica sobre o aqüífero Piranema, o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (COMPERJ) e projetos imobiliários em áreas rurais e de preservação ambiental, são manifestações desse modelo que precisamos denunciar.

Os governos têm atuado para favorecer a implementação desse modelo e não se preocupam com a saúde e a segurança alimentar e nutricional da população, nem com a preservação ambiental. Até mesmo as escolas do campo estão sucateadas e não atendem às necessidades da população.

As populações resistem no território ao modelo hegemônico.  Por outro lado, apresentam outra forma de desenvolvimento baseado nas iniciativas agroecológicas e de promoção da saúde, produzindo alimentos de qualidade, sem agrotóxicos, organizando grupos de plantas medicinais, feiras da roça, feiras agroecológicas, sindicatos, associações e cooperativas. Este trabalho infelizmente conta com pouco apoio das políticas públicas.

Para fortalecer essas iniciativas trabalhamos em rede, de forma solidária, e autônoma em relação aos governos e aos partidos políticos. Seguiremos mobilizados e organizados, pois temos a certeza de que o nosso trabalho aponta caminhos promissores para o futuro.

O mapa da região metropolitana que queremos construir é um mapa agroecológico, com uma agricultura familiar cada vez mais forte e numerosa, consumidores organizados, com muitas feiras da roça, ofertando alimentos de qualidade para a população, com múltiplas práticas de preservação do patrimônio cultural de uso das plantas medicinais, e com escolas do campo de qualidade.

Na nossa luta por políticas públicas e considerando o contexto das eleições municipais, queremos promover um debate democrático em nossas comunidades e municípios.

Apresentamos as nossas reivindicações:
1)      Que parem imediatamente as violações dos direitos dos agricultores e pescadores ao seu território.
2)      Que seja feita a regularização fundiária, criados assentamentos da reforma agrária, reconhecidos os territórios da agricultura familiar e da pesca artesanal e disponibilizados espaços para a prática da agricultura urbana.
3)      Revisão imediata dos planos diretores municipais para que sejam reconhecidas as áreas rurais de todos os municípios da região.
4)      Que os governos municipais garantam o apoio à agricultura familiar e à pesca artesanal estruturando as secretarias de agricultura e de pesca e criando planos e projetos municipais.
5)      Que sejam criadas políticas de incentivo à transição agroecológica e de promoção de segurança alimentar e nutricional, com apoio às feiras da roça, feiras da agricultura familiar e feiras agroecológicas e campanhas de incentivo ao consumo dos alimentos produzidos localmente, e financiamento da produção com enfoque agroecológico e dos produtos da pesca artesanal.
6)      Democratização e fortalecimento dos conselhos de segurança alimentar e nutricional e de desenvolvimento rural.
7)      Cumprimento da lei da alimentação escolar com produtos dos próprios municípios e ampliação do Programa de Aquisição de Alimentos, como políticas de promoção da agroecologia e de segurança alimentar e nutricional.
8)      Garantia de assistência técnica pública e gratuita e com enfoque agroecológico, com a participação de organizações da sociedade civil.
9)      Garantia do direito dos agricultores familiares e pescadores artesanais à Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP).
10)  Criação e reabertura das escolas do campo, de ensino fundamental e médio, com uma educação contextualizada e de qualidade, orientada pela pedagogia da alternância.
11)  Implementação da Estratégia Saúde da Família nas áreas rurais, de uma forma articulada com conhecimentos e práticas alternativas locais, como a produção e o uso das plantas medicinais.
12)  Proibição do uso de agrotóxicos e transgênicos nos municípios e banimento imediato dos 14 agrotóxicos analisados pela ANVISA, muitos já proibidos em outros países.

Este encontro é um marco histórico para a Articulação de Agroecologia do Rio de Janeiro. Temos a clareza dos grandes desafios que temos pela frente, e sabemos que para enfrentá-los precisamos fortalecer as nossas organizações e nos articularmos em rede. Seguiremos estudando o que acontece nos nossos territórios, ameaças e resistências.

Temos o compromisso de valorizar e defender as experiências que estamos construindo, e de multiplicá-las, porque esses são caminhos promissores para o nosso futuro e das próximas gerações.

PELA CONSTRUÇÃO DE TERRITÓRIOS AGROECOLÓGICOS E EM DEFESA DA VIDA!

Entidades da Sociedade Civil e Movimentos Sociais, que compõe a Articulação de Agroecologia do Rio de Janeiro (AARJ), presentes no Encontro que subscrevem e apóiam esta carta: 

Amigos da Horta
ASPTA – Agricultura Familiar e Agroecologia
Associação Rio Antigo de Ecologia e Cultura
Associação dos Pescadores da Pedra de Guaratiba - APP
Associação dos Agricultores de Vargem Grande – AGROVARGEM
Associação dos Agricultores do Mendanha
Associação dos Agricultores do Rio da Prata – AGROPRATA
Associação dos Camponeses de Marapicu
Associação Feira da Roça de Nova Iguaçu – AFERNI
Associação dos Lavradores e Criadores de Jacarepaguá – ALCRI
Campanha permanente contra os Agrotóxicos e pela vida
Centro de Ação Comunitária – CEDAC
Comunitá Impegno Servizo Volontariato - CISV
Comissão Pastoral da Terra – CPT
Cooperativa de Consultoria, Projetos e Serviços em Desenvolvimento Sustentável - CEDRO
Cooperativa Univerde
Cooperativa dos Agricultores Familiares de Magé – COOPAGÉ
Defensores do Planeta
Federação dos Trabalhadores na Agricultura – FETAG/RJ
Fundação Xuxa Meneghel
 Grupo de Agricultura Ecológica – GAE/UFRRJ
Grupo Capim Limão/UFRJ
Grupo Mutirão de Agroecologia – MAE/UFF
Grupo de Agroecologia Boldinho
Instituto de Política para o Cone Sul - PACS
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST Rio
Pró Jovem Adolescente
Rede de Agricultura Urbana Carioca
Rede Ecológica de Consumidores
Reserva do Patrimônio Particular e Natural (RPPN) - El Nagual
União das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária – UNICAFES
Verdejar Proteção Ambiental e Humanismo